A iniciativa visava rentabilizar o que Infantino descreveu como o “notável valor comercial” do futebol, convidando terceiros a fazer investimentos minoritários, sem controlo, na subsidiária proposta, a FIFA Forward Enterprise.
FIFA anunciou que abandona os planos de permitir que investidores privados comprem participações nas principais competições, após forte contestação.
Num comunicado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o projeto tinha “criado divisões” que “deixaram de estar no interesse do objetivo definido à partida”.
“O nosso objetivo foi sempre, e continuará a ser, unir e melhorar. Por isso, esta proposta não avançará”, acrescentou.
O organismo que gere o futebol tinha apresentado, no final de julho, uma proposta que, segundo dizia, permitiria aumentar o financiamento às suas 211 associações-membro através de uma nova subsidiária responsável pelas operações comerciais e eventos, incluindo os Mundiais.
Batizada de FIFA Forward Enterprise (FFE), a nova empresa pretendia capitalizar aquilo que Infantino descreveu como o “notável valor comercial” do futebol, convidando terceiros a fazer investimentos minoritários, sem controlo, na nova entidade.
FIFA indicou que a FFE poderia angariar até 4,2 mil milhões de dólares, com base numa avaliação inicial de 20 mil milhões.